26 de abril de 2018

Government accidentally sends file on "remote mind control" methods to journalist





When journalist Curtis Waltman filed a Freedom of Information Act request with Washington State Fusion Center  (which is partnered with Department of Homeland Security) to obtain information about Antifa and white supremacist groups, he got more than the information he was looking for – he also accidentally received a mysterious file on "psycho-electric weapons" with the label “EM effects on human body.zip.” The file included methods of "remote mind control."

Creepy images like these were included:









So what gives?

Via the 
 Daily Beast:

According to 
 Muckrock, a nonprofit that publishes government information gathered through FOIA requests, the mind-control documents came from the Department of Homeland Security-linked agency in the form of a file called “EM effects on human body.zip.” The file reportedly contained various diagrams detailing the horrors of “psycho-electronic weapon effects.”

One diagram lists the various forms of torment supposedly made possible by using remote mind-control methods, from “forced memory blanking” and “sudden violent itching inside eyelids” to “wild flailing” followed by “rigor mortis” and a remotely induced “forced orgasm.” It was not immediately clear how the documents wound up in the agency’s response to a standard FOIA request, but there was reportedly no indication the “remote mind control” files stemmed from any government program.

And according to 
 Popular Mechanics:

The federal government has absolutely experimented with mind control in a variety of methods, but the documents here do not appear to be official.

Waltman had no idea why these documents were included in his request and isn't sure why the government is holding them. The WSFC did not respond to requests for more information.

As fun as conspiracy theories are, Muckrock doesn't believe the images are "government material."

One seems to come from a person named “Supratik Saha,” who is identified as a software engineer, the brain mapping slide has no sourcing, and the image of the body being assaulted by psychotronic weapons is sourced from raven1.net, who apparently didn’t renew their domain.

Muckrock put out a call to WSFC but hasn't yet heard back from them.

For more details, go to 
 Muckrock.

14 de abril de 2018

PRISÃO DE LULA É VOLTA À DITADURA

Alex Solnik sintetiza a opinião da mídia lúcida - em artigo no Brasil 247


Foto: Francisco Proner 
Lula sendo carregado pela multidão antes de se apresentar à polícia federal de Curitiba.

Ninguém no gozo de suas faculdades mentais põe um ex-presidente da República na cadeia por mais de 12 anos por causa de um apartamento de 200 metros quadrados que supostamente teria sido reservado para ele, sem provas de coisa alguma.

Isso é ridículo, é irracional. Não tem lógica.
Só se prende presidente ou ex-presidente em casos extremos, de assassinatos em massa, por exemplo, como aconteceu com Alberto Fujimori, no Peru.
Ou se em contas correntes na Suíça ou cofres ou offshore ou debaixo do colchão forem encontrados centenas de milhões de dólares.
Aí, sim, não tem mais conversa.
É indecoroso e ofensivo à inteligência enquadrar Lula como chefe de uma quadrilha na qual simples diretores da Petrobrás arrecadaram mais de 100 milhões de dólares cada um e a ele coube um apartamento de 200 metros quadrados!
Esses diretores, agora soltos, moram em mansões em regiões nobres do Brasil, enquanto Lula, "o chefão", num apartamento de classe média em São Bernardo do Campo!
Se o crime não existe, porque não foi demonstrado, a condenação tem fins políticos: afastá-lo – e, por tabela, o PT – da disputa eleitoral deste ano, exatamente como foi feito tantas vezes no Brasil durante os regimes autoritários com candidatos de esquerda ou muito populares.
Prisão de Lula é volta à ditadura.
de Alex Solnik

3 de abril de 2018

Carta de Berlim: Uma catástrofe chamada Brasil.


Por Flávio Aguiar  

Estes são breves apontamentos a partir de uma visita de um mês a S. Paulo e Rio Grande do Sul, mais algumas reflexões sobre momentos posteriores, às vésperas do julgamento do habeas-corpus do ex-presidente Lula pelo STF.


As capitais destes dois estados são hoje espaços que parecem entregues ao deus-dará, dirigidas por administradores que não têm a menor compreensão da complexidade do fenômeno urbano no século XXI. Um deles mal entrou já vai abandonando a prefeitura para se candidatar ao governo do estado, de olho na presidência. O outro se revelou um proto-fascista pedindo forças federais para conter uma manifestação legítima, quando do julgamento de cartas marcadas do ex-presidente Lula no TRF-4. 



Em ambas as cidades proliferam os barracos e tabuleiros pelas ruas, lembrando aquilo que na Argentina se chamou anos atrás de “cuentapropismo”, ou seja, a viração por conta-própria diante do aumento dramático do desemprego, do subemprego, da precarização do trabalho, além da multiplicação também dramática do número de pedintes (incluindo crianças) e de  miseráveis pelas ruas, praças, e dos alojados em tendas sob viadutos. Este é um dos retratos repulsivos e deprimentes  da crise econômica profunda e da desorganização da agenda social no país, feitos que os arautos destas políticas retrógradas chamam de “normalidade” e de “recuperação”.



Por seu turno, o governo federal, entre outros descalabros, promove ataques à educação, contra as universidades e a autonomia universitária, tudo para defender a semântica do golpe de estado que assola o país desde 2016. Quando do regime de 64, era proibido chamar o Golpe de 1º de abril de Golpe: o nome a ser consagrado era o de “Revolução de 31 de Março”. Agora o governo resolve impedir que o golpe que o levou ao poder também seja chamado de “golpe”, embora seja de outra estirpe, a parlamentar-jurídica-midiática-policial. O presidente ilegítimo parece um pião a dar voltas sobre si mesmo, com dificuldades para entregar algumas das principais encomendas que recebeu, como a da “reforma” (= destruição) da previdência pública, além de estar acossado - ele e seu grupo - por denúncias de todo lado.



Diante do assassinato da vereadora Marielle no Rio de Janeiro o governo pede pateticamente que suas representações diplomáticas pelo mundo enfatizem as providências que as autoridades devem estar tomando para elucidar o caso. Hoje, este é o principal esforço do corpo diplomático brasileiro no exterior: dar a impressão de que o país está num estado “normal” de funcionamento das instituições. Mas não dá para tapar o país com  esta peneira. No mundo inteiro fontes bem informadas conhecem o estado catastrófico e catatônico em que o Brasil se encontra. É a isto que o governo reduziu o “Exército de Rio Branco”: um ajuntamento de pedintes no plano internacional.



Aparentemente os grupos direitistas que ascenderam com o golpe de 2016 têm a faca e o queijo nas mãos, podendo ditar e desditar o que bem entenderem sobre o futuro do país, inclusive o eleitoral, alijando o ex-presidente Lula das futuras eleições e traçando o rumo destas. Entretanto fica cada vez mais evidente que estes grupos - que não se entendem entre si a não ser no esforço de alijar Lula e as esquerdas da disputa e do espaço político - nada têm a oferecer senão o caos, a desordem, a baderna, a violência física, verbal, midiática e virtual, além da sua cupidez em lucrar com o butim das privatizações a toque de caixa e do desmanche das instituições públicas. O Brasil tornou-se complexo demais para caber no tabuleiro de suas ideias parcas, curtas, recessivas e retrógradas.



Os mais extremados destes golpistas puseram-se histéricos quando o STF deu um passo que não estava no seu script, qual seja, o de acenar com a possibilidade de que o ex-presidente não venha a ser preso devido às condenações sem provas de que foi vítima. Multiplicaram-se as pressões sobre os juízes do Supremo em todos os níveis para que violem a Constituição, a presunção de inocência e confirmem o estado de exceção em que o país vive desde 2016 e que venha a permitir o espetáculo circense (daqueles da antiga Roma) da almejada humilhação do ex-presidente, para servir de exemplo de que quem nasceu na senzala lá deve permanecer.



Se conseguirem este objetivo, a balbúrdia nas hostes golpistas não será menor do que se não o conseguirem. Não há entendimento nem programa entre eles, exceto o que importam do pior ideário neo-liberal e norte-americano. A avidez da disputa interna nas direitas transparece, por exemplo, na estupidez com que pré-candidatos que querem se apresentar como “equilibrados” se puseram a imitar declarações da pior espécie do pré -de-extrema-direita quando dos tiros contra a caravana de Lula no sul do país, querendo culpar a vítima pela agressão que lhe foi feita, reproduzindo a estrutura do pensamento que culpa a mulher pelo estupro que a agrediu.



O caldo de cultura em que estas atitudes vicejam é o da rifa que partes consideráveis das classes dominantes e médias do país submetem o país, desejosas de manter seus “direitos” a ver direitos como privilégios exclusivamente seus.



Do lado das esquerdas e dos críticos do golpe também há problemas candentes. O melhor que foi produzido nestas estreitas foi simbolizado na união de figuras expressivas (Lula, Boulos, Manuela, Freixo et alii) em torno de um esforço anti-fascista. Também a reação imediata, comovente e veemente de muita gente em todo o país, diante do assassinato de Marielle. Mas há muita confusão e propostas desencontradas. Estas vão desde a procura de FHC para impulsionar uma frente anti-fascista até a pregação de uma abstrata “desobediência civil” ou ainda de uma “luta fora das instituições” que nano se sabe muito bem o que seja. Não sei que poderes mágicos o ex-presidente psdebista teria para organizar o saco de gatos em que seu partido está transformado, sem falar em que muitos destes gatos preferem conviver com os fascistas a se verem juntos aos das esquerdas nesta tal de frente ampla, cujo provável destino seja  de ficar sem fundos que a sustentem. Além de que ele mesmo parece biruta de aeroporto, indo de um lado a outro em declarações seguidamente desencontradas. Sem falar em quem se disponha a votar em Alckmim para impedir a ascensão de Bolsonaro.



De todo modo, quem está lutando, hoje, fora das instituições é o grupo dos golpistas. É possível e até provável que diante do desacerto que reina entre suas hostes e da sua impossibilidade de apresentar candidaturas viáveis (incluindo-se aí da extrema-direita, que dificilmente bateria um candidato de centro-esquerda ou se esquerda num segundo turno decente), este grupo - ou parte dele - venha a optar pela suspensão sine die das eleições de outubro. O que somente ampliaria a catástrofe em que o golpe mergulhou o país. Cabe às esquerdas lutar para que este novo AI-5 não desabe sobre nós.

31 de março de 2018

Quem são os protagonistas da vida política brasileira, hoje?


Um bando de fanáticos, liderados por um fascistóide, capazes – e ele ainda mais – de pregar o armamento geral da população, como se estivéssemos num vilarejo do “Velho Oeste” e defender que cadeia e sangue são os remédios para o país.
E outro bando, de prepotentes, formado por policiais, promotores e juízes ameganhados, que exercitam seu poder de forma absolutista, uns e outros sabendo que alimentam-se mutuamente de poder, decidindo quem e em que momento vai ser lançado como carne aos cachorros pela mídia.
Que não faltam pecados a Michel Temer, a Paulo Maluf, a dúzias de outros, é sabido há muito tempo.
Nunca mereceram atenção de suas excelências e de suas meganhências.
O que ocorre hoje não é moralidade, nem mesmo acaso, sequer insensatez.
O pensamento fascista que passou se espalhar, como um bando de víboras, nas instituições repressivas está claramente voltado para uma perspectiva de poder.
Não é que não percebam que Jair Bolsonaro é uma ameaça autoritária para o Brasil.
Percebem-no e o desejam, senão com ele com uma versão mais “light”.
Há, claro, setores que não são assim, mas não se dispõem a assumir o enfrentamento: o medo da mídia e as amarras corporativas são tão fortes que os impedem.
Não conseguem enxergar que temos um único – e já improvável – caminho para barrar tal ameaça e, a seis meses das eleições, assistem mudos à crescente aceleração que “mela” qualquer outro resultado possível senão a ascensão de um monstrengo fascista: suprime-se Lula, dissolve-se o PMDB, os tucanos aniquilados já não são opção.
Dizem, orgulhosos, que agora sim, somos uma democracia.
Verdade que não há escolas para todos, hospitais para todos, trabalho e emprego para todos, progresso para todos. Mas, que maravilha, agora temos processos para todos, prisões para todos e, quem sabe, logo tenhamos balas de fuzil para todos.

 Fernando Brito